17/06/07

A verdade é que já passaram quinze dias...

Apenas uns miseros quinze dias e estou já a reclamar dos troinos de mi pueblo e das horas perdidas em transportes para ir trabalhar e voltar ao santo regaço da casinha-ovo. Não há hipóteses de melhoras...sou portuguesa e está no meu maldito sangue reclamar com gana! Da experiência de trabalhar em Portugal, só posso dizer que tenho que sair da casca e bater os ovos, porque se continuo fechada em mim e postura séria não como omoletes. E neste ramo, saber estar e lidar com as multiplas personalidades de um sem fim de gente, é ordem do dia!!

A verdade é que estou a adorar a experiência, e adoro as pessoas com quem estou a trabalhar:

Chefe - é mesmo chefe e só ele para me deixar bem ou mal humorada :)
Sub-Chefe - trabalha que nem um mouro e aquilo de certo que tem pilhas Duralex
Chefe Mnt - Aquilo põe toda a gente em stress, calma hombre...
Chefe Pikeno - È de todos o que eu menos simpatizava e é dos que eu mais admiro
Chefe Rio - Parabéns, pois é uma pessoa espectacular.

Ainda faltam mais três, que eu ansiosa que regressem para trabalharmos todos pela nossa causa: o nosso passarão.

Trabalhar em Tugolândia

Bem, sem puder respirar muito! Chegar as 21h a Lisboa e na madrugada seguinte estar a caminho de Lx para conhecer a equipa de trabalho que durante quatro meses só conheceste por email. O choque foi estrondoso. Convenhamos que a minha mentalidade de moxa do campo não está habituada a este ambiente de executivos com escritórios de vidro no Parque das Nações.
Pedi ao Chefe Tuga: "Por favor, remeta-me a um covil empoeirado e sem luz natural, que lá estarei melhor". Então não é que as minhas preces foram atenciosamente ouvidas. Em dois dias estava de malas às costas, a caminho do cheiro a querosene e ruido ensurdecedor do nosso tão querido e estimado Aeroporto de Lisboa. E sim, vou ficar num escritório sem luz natural e sim, está com uma camada de pó em cima, que se eu fosse asmática...tinha esticado o pernil na hora!
Ah, agora sim, estou bem instalada e feliz da vida. Aqui estou como o Quasimodo estava para a Notre Damme! Sim, aqui vou ser feliz!!!

Um joka aos amigos das Arábias

Passa uma pessoa 4 meses a reclamar dos bocadillos e das panholadas, sem ter a noção do quão insignificante as reclamações são comparando com o Tó das Arábias...que tem que trabalhar dois anos no inóspito Médio Oriente. Hombre, levas a medalha, o triciclo e o prémio de consolação!!!


Acabamos por nos despedir dos nossos paises de acolhimento no mesmo dia e o regresso apenas foi a umas horas de diferença. Mas não deixas de ter razão. Sabe bem voltar a casa! E que esse sentimento perdure para toda uma vida, para darmos valor ao nosso Portugal profundo.


Ao casal do nuorte, carago, as felicidades de quem as realmente merece!