13/04/07

As delicias de viver em Madrid

Acordar pela manhã com os vizinhos de cima, numa verdadeira disputa entre Azucar Moreno e Xibita para musica não-ambiente, logo pela manhã é o sonho de qualquer português. Mas confesso que prefiro espanholada que romanada. Mas não muito distintos, o chinfrim é o mesmo! Decides que o melhor é sair de casa e dar um passeio por Madrid, afinal de contas dois meses e não conhecer as calles com a palma da mão é crime!

O verdadeiro prazer de viver em Madrid é sentir que apesar do transito caótico e bozinao a cada milisegundo, adoro quando descubro coisas novas. Dei por mim a visitar o Parque do Retiro, que é um dos muitos prazeres que os madrilenos proporcionam. Es maravilloso!

Mas tanto ar puro faz mal aos pulmões, decides que tens que conhecer a verdadeira essência do que é ser madrileno. Então sobes a calle B... que agora não me lembro, e apanhas logo com um banho de mangueira, do tão simpático senhor que liempa las calles sucias. Entre perdons e lamentos, sais fresquinha à procura de agitação. Secas o corpo e a roupa pelo caminho e por alegria dou de caras com a Plaza Maior :)

Que coisa mais latina e sentes-te de novo bem disposta. As pessoas são de uma extrema simpatia, pois esbarras entre elas e ouves o espectacular conho. A seguir vem o enxurrilho de palavras ditas a Mach 3 e desistes de entender. Mas o melhor de tudo é ver que não és só tu que acontece o mesmo. E nestas horas agradeces estar mal vestida, semi-molhada e compreendes que a tua carteira continua no mesmo sitio. Mesma sorte não tiveram os alemães cotas que espantados fotografavam a Plaza e levaram com a mesma dose e ficaram sem as carteiras...

Decides sair dali para não abusar da sorte, mas como o sentido de orientação não é dos melhores acabas no Rastro, a verdadeira feira da ladra madrilena. Lá encontra-se desde cromos de mundiais de 1980 e troca o passo até à quinquilharia de candelabros enferrujados e armações de cama do século de judas. Como a sorte acompanha os mais desafortunados nas alturas certas, consegues sair de lá inteira, com tuod o que levavas e com sorte com uns livros antigos que parecem interessantes mas que cheiram a mofo que tomba!

Com este pequeno percurso, levas quase meio dia de encontrões, tentativas de gamanço mas com um sorriso nos lábios, por saber que há vida nesta cidade que começa a nascer a meus olhos :)

1 comentário:

Nídia Nobre disse...

Chica, de certeza que tás na Europa?!? Se fosse o T a descrever esses episódios na Argélia, acreditava mais depressa...
Ah, e quanto à música, se fosse ao som do David Bisbal,ainda era naquela! ;)